Histórias de Big Chop.Coragem!
- 17 de ago. de 2015
- 5 min de leitura
Oi minhas coelhinhas maravilhosas,esse post é especial para essas guerreiras que passaram,pretendem passar ou estão passando pelo BC.Esse é um processo muito delicado que envolve muito o corpo e alma de uma mulher.Eu separei 2 histórias maravilhosas de mulheres com garra que encararam o BC,vem comigo!
Conheçam a história do cabelo da Fernanda contada por ela:
"Oi meninas, meu nome é Fernanda Marinho, tenho 19 anos e desde pequena achava que cabelo bonito era cabelo liso, como minha mãe não sabia cuidar, eu só vivia de tranças e coque, era tão apertado que doía a testa.

Cabelo com relaxamento.
Com 10 anos eu comecei a fazer relaxamento, meu cabelo batia na cintura, no começo eu amava, mas conforme o tempo foi passando, de tanta química meu cabelo ficava esticado na raiz e nas pontas ficavam aquele miojinho. Achando que a cabeleireira que era ruim, fui em outra e quando cheguei em casa, a parte da frente do meu cabelo, lateral e nuca só tinha 2 dedos, meus fios partiram, foram caindo e com isso decidi "cuidar" dos meus cachos, fiquei uns meses sem relaxamento e fui no beleza natural.
Depois do "Beleza Natural".

Meu cabelo batia na cintura e eles cortaram no ombro, mas de nada adiantou, eles ensinavam a emplastar o cabelo de creme e não era isso que eu queria, não demorou muito e eu larguei tudo e comecei a fazer progressiva, foram 4 anos fazendo progressiva todo mês, escova e prancha toda semana, sem pegar chuva, sem sair muito no calor pra não suar e enrolar na frente... Essas coisas de uma escovada.

Cabelo com Progressiva.
No começo do ano passado fiz permanente afro e cuidei do jeitinho que eles ensinaram, mas com o tempo os cachos foram se desfazendo.

Cabelo com Permanente Afro.
Novamente eu desisti e voltei para a progressiva, aí no final do ano passado me deu a louca e quis passar a máquina, os únicos que me incentivavam era meu namorado e uma amiga minha. Aos poucos fui criando coragem e amadurecendo a ideia. Finalmente no dia 18 de junho desse ano eu pedi pro meu irmão passar a máquina em mim. Nossa, foi um alívio inexplicável, na hora nem queria saber de aparência, só queria me sentir livre, mas eu estava tão bem que ao me olhar no espelho me achei linda.

Não vejo a hora do meu black nascer pra eu cuidar direitinho e nunca mais passar qualquer tipo de química. Graças a Deus tive o apoio de todos, mas acho que isso não é o importante, por isso vim compartilhar minha história, pra tentar de alguma maneira ajudar quem está sem coragem, quem passou pela mesma situação que eu e está sem saber o que fazer, não perca a coragem, se ame do jeito que é, não ligue pro que o outro pensa e fala, independente de quem seja. Acima de tudo você tem que estar bem e se amando mais e mais, sempre!"
O big chop da Andressa Barbara Silva
A Andressa ch

egou na Garagem dos Cachos com o cabelo bem danificado pelas químicas. Os fios estavam presos, e como a maioria das meninas em transição, úmido e besuntado de creme (O que eu faço com as senhoritas?) Tanto é, que quando soltamos os fios, o cabelo ficou lá atrás, bem esticado.
Mal chegou na Garagem dos Cachos, e Andressa já levou um puxão de orelhas por prender o cabelo ainda molhado
Eu não recomendo que se prenda o cabelo molhado, ainda mais emplastado de cremes, porque além de quebrar os fios, pode causar diversas alterações no couro cabeludo, e daí sim, prejudicar o crescimento tão almejado e a saúde no geral.

Os fios que continham relaxamento e eram mantidos esticados, se diferenciavam bastante do cabelo natural que estava nascendo
A Andressa estava sem fazer relaxamento há aproximadamente uns seis meses, mas ainda havia muito pouco cabelo natural saudável, justamente por conta deste ritual do molha, enxarca de creme, estica e puxa. Ela estava super disposta a se livrar de toda a química mesmo, mas ficava insegura, com medo de ser boicotada pelos cabeleireiros que conhecia, sendo que já imaginava ouvir estes dizendo que iria ficar curto demais e que a melhor alternativa seria a progressiva ou um novo relaxamento.
Após espalhar bem os fios para o corte é possível notar a fragilidade das mechas e a ausência de cachos
Para a minha surpresa (ADORO quando as clientes me surpreendem), Andressa me mostrou como referências para o corte, fotos de cabelos cortados à máquina. Assim que olhei eu disse a ela: Mas este aqui é máquina 3 ou 4. E ela me disse com a maior naturalidade do mundo: – Manda ver! E como se eu fosse um gênio da lâmpada ou coisa parecida, lhe concedi o seu desejo como um passe de mágica:
O corte batidinho feito na máquina 4 deixou os olhos da Andressa ainda mais claros e iluminados
Achei melhor começarmos com a 4, porque daí caso ela quisesse mais curto, iríamos para a 3. Já o contrário, não poderia ser feito. O resultado é que conseguimos eliminar de uma vez toda a parte danificada e deixamos o cabelo bem baixinho e pronto para crescer de novo.
Com a parte relaxada fora da cabeça, os cachinhos de Andressa começaram a dar o ar da graça



Reparem como até alguns cachinhos apareceram após tirar a parte relaxada dos fios. Andressa ficou muito satisfeita com o resultado, e o super namorado que ela trouxe à tiracolo, além de dar bastante apoio à ela, foi o primeiro a se oferecer para se desfazer do elástico que ela usava diariamente: ” Posso jogar isso fora?”, ele sugeriu. Claro que ela acatou na hora!
O corte curtíssimo feito à máquina 4 não surpreendeu Andressa, que se sentiu aliviada e feliz com o resultado
O que mais me impressionou, tanto neste corte, quanto no da Tamirez, e o da Emanuela, não foi apenas o desprendimento de todas elas, mas sim o resultado final, que destaca o rosto, deixando-as mais bonitas. No caso da Andressa, seus olhos ficaram ainda mais claros.
Andressa se sentindo livre após o bc: “Não ter que molhar e prender todos os dias é maravilhoso”

Ela me contou que a sensação na primeira semana foi de liberdade: “Não ter que molhar e prender ele todos os dias é maravilhoso. Eu tenho incentivado várias meninas que me perguntam sobre o bc, pois me libertei de algo que não queria mais pra mim, foi de coração, e por isso não me arrependi em nenhum momento. Agora a única coisa que sinto é a ansiedade pra ver ele crescendo, pegando formas. “
Andressa também se surpreendeu ao constatar que em apenas quinze dias o cabelo já cresceu um pouquinho: “Posso te dizer que já senti a diferença nele em apenas duas semanas, meu namorado que reparou primeiro”.
Está aí meninas duas histórias de coragem!

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